AMERGS : Associação Médico-Espírita do Rio Grande do Sul
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Carta aos Médicos

Associação Médico-Espírita Do Brasil

Dr. Bezerra de Menezes

Carta de Princípios

Nós, membros da Associação Médico-Espírita do Brasil (AME-Brasil), fundamentados na formação científica da área profissional e nos estudos e pesquisas da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, reconhecemos os seguintes princípios como fundamento de nossas atividades:

  1. A existência de Deus - Inteligência Suprema, Causa Primária do Universo;
  2. A existência, a comunicabilidade e a imortalidade do Espírito;
  3. A evolução em todos os níveis, sustentada pelas leis da reencarnação e da causalidade;
  4. A constituição integral do ser humano (Espírito, corpos espirituais e corpo físico);
  5. Estado de saúde, como decorrência de registros extra-físicos, provenientes de vidas anteriores, e de alterações nos campos físicos e extra - físicos, oriundas da conduta na vida atual;
  6. A necessidade de utilização de todos os recursos terapêuticos disponíveis no campo da Medicina, bem como da terapia complementar proposta pela Ciência Espírita, que deverá ser gratuita e, respeitada sempre a opção religiosa dos pacientes;
  7. A assistência espiritual, respeitados os padrões da saúde pública e da ética médica, evitando-se qualquer participação em intervenções que coloquem em risco a vida do paciente;
  8. Reconhecimento de que as práticas do aborto, salvo quando haja risco de vida para a mãe, e da eutanásia são destrutivas da vida, consequentemente contrárias aos princípios norteadores da Medicina e do Espiritismo, e o repúdio a qualquer manipulação genética que importe em desrespeito à Ética e à Vida;
  9. Aprimoramento dos conhecimentos médicos atuais, procurando a interpretação espírita para os problemas;
  10. Exercício da atividade médica com inteira abnegação e devotamento, de modo que venha o profissional a constituir-se em um instrumento do Amor Divino junto à comunidade, tendo como modelo o Mestre Jesus.

III Mednesp - São Paulo, 16 de Junho de 2001

Carta De São Paulo

Carta de Princípios sobre os direitos do embrião e eutanásia apresentada no encerramento do MEDNESP 2003, após discussão realizada nos fóruns internos das AMEs:

Considerando que:

  1. A vida é um bem outorgado por Deus, a qual todos têm direito;
  2. O espírito inicia a nova encarnação no momento da fecundação e passa a comandar a embriogênese, em todas as fases até o término da gestação;
  3. De acordo com o Livro dos Espíritos, existem embriões que possuem ou não espíritos destinados à reencarnação;
  4. Não existe consenso científico relativo à clonagem humana e terapêutica e, também às manipulações genéticas:

Resolve que:

  1. Os direitos do embrião começam com a fecundação;
  2. Somos contrários a qualquer método de anticoncepção que interrompa a embriogênese a partir da fecundação;
  3. Somos contrários à qualquer intervenção, terapêutica ou não, que interrompa a gestação em qualquer fase, exceto quando houver risco de morte para a mãe;
  4. Nos casos de gravidez com mal-formações congênitas (anencefalia, hidrocefalia, cardiopatias, meningomielocele e outras) recomenda-se a orientação à mãe e envolvidos para que conduzam a gestação até o seu termo;
  5. Somos favoráveis aos métodos de controle de natalidade que impeçam a fecundação, como: anticoncepcionais orais, métodos de barreira (preservativos e diafragma) e método Ogino-knauss;
  6. Como ainda não existem meios para identificar quais os embriões congelados que possuem ligação com espírito reencarnante, todos devem ser preservados;
  7. Somos contrários, no momento atual, à clonagem humana, tanto reprodutiva quanto terapêutica, tendo em vista que não podemos realizar experiências em anima mobili (seres humanos vivos);
  8. É preciso implantar um trabalho preventivo de orientação sexual pelas AMEs, junto aos pais e educadores, bem como às crianças e adolescentes.

Considerando que:

  1. A vida nos é concedida por Deus e somente Ele pode nos ser tirada;
  2. Todos têm direito à preservação da vida;
  3. A encarnação é necessária para a evolução do espírito e deve ser preservada até o fim natural;

Resolve que:

  1. Somos contrário à qualquer método de eutanásia que objetive abreviar a vida, antecipando a desencarnação;
  2. Somos contrários à distanásia como meio de prolongar a vida do paciente utilizando-se de processos terapêuticos cujos efeitos são mais nocivos do que os efeitos do mal a curar ou inúteis porque a cura é impossível e o benefício esperado é menor que os inconvenientes previsíveis;
  3. Somos favoráveis à ortotanásia, compreendendo-se como sendo um método de permitir a desencarnação no tempo certo, com alívio das dores e na incorrendo em prolongamento abusivo, com aplicação de meios inapropriados que imporiam sofrimentos adicionais;
  4. Somos contrários a qualquer método de suicídio assistido, que se compreende como um ato voluntário do médico, abreviando a vida do paciente, a pedido deste.

Nosso comprometimento é com a vida!...


A medicina vista pela espiritualidade

Como é considerada nos planos espirituais a medicina terrena?

A medicina humana, compreendida e aplicada dentro de suas finalidades superiores, constitui uma nobre missão espiritual.

O médico honesto e sincero, amigo da verdade e dedicado ao bem, é um apóstolo da Providência Divina, da qual recebe a precisa assistência e inspiração, sejam quais forem os princípios religiosos por ele esposados na vida.

Em Face dos esforços da Medicina, como devemos considerar a saúde?

Para o homem da Terra, a saúde pode significar o equilíbrio perfeito dos órgãos materiais; para o plano espiritual, todavia, a saúde é a perfeita harmonia da alma, para obtenção da qual, muitas vezes, há necessidade da contribuição preciosa das moléstias e deficiências transitórias da Terra.

Toda moléstia do corpo tem ascendentes espirituais?

As chagas da alma se manifestam através do envoltório humano. O corpo doente reflete o panorama interior do espírito enfermo. A patogenia é um conjunto de inferioridades do aparelho psíquico.

E é ainda na alma que reside a fonte primária de todos os recursos medicamentosos definitivos. A assistência farmacêutica do mundo não pode remover as causas transcendentes do caráter mórbido dos indivíduos. O remédio eficaz está na ação do próprio espírito enfermiço.

Podeis objetar que as injeções e os comprimidos suprimem a dor; todavia, o mal ressurgirá mais tarde nas células do corpo. Indagareis, aflitos, quanto às moléstias incuráveis pela ciência da Terra e eu vos direi que a reencarnação, em si mesma, nas circunstâncias do mundo envelhecido nos abusos, já representa uma estação de tratamento e de cura e que há enfermidades dalma tão persistentes, que podem reclamar várias estações sucessivas, com a mesma intensidade nos processos geradores.

Emmanuel - (do livro O Consolador - Perguntas 94, 95 e 96)

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